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26 de set. de 2011

Além de concreto e alvenaria, quais outros tipos de sistemas estruturais posso usar?

Bem interessante essa matéria que li na Uol com Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz que são arquitetos formados pela FAU-USP e sócios do escritório Forte Gimenes Marcondes Ferraz - FGMF, segue abaixo...

O light steel frame é composto por perfis leves
de aço galvanizado dobrados a frio que formam uma "gaiola" onde os outros componentes da construção são anexados
Light steel frame 
 
Construção rápida e limpa


Os sistemas de frame, muito comuns nos Estados Unidos há 200 anos, têm surgido no Brasil com mais força na última década por conta do aumento da demanda na área de construção, aliado à necessidade de métodos mais rápidos de execução das obras, além do próprio custo de mão de obra, que está mais caro. Os sistemas de frame, podem ser de diversos materiais, sendo os mais comuns a madeira (wood frame) e o metal (steel frame). Haviam sido introduzidos no sul do Brasil há décadas pelos imigrantes, e em alguns locais dessa região ainda é possível encontrar casas antigas erguidas com frame de madeira, embora os exemplos sejam relativamente raros.
  
Mas o que é o sistema steel frame?


O steel frame quer dizer, em tradução livre e literal, “trama metálica”. Uma descrição simplificada e generalista desse tipo de sistema seria o de um esqueleto metálico, com pilares e vigas em perfil I (ou outras variações) que suportam lajes e fechamentos anexados a ele. Algo muito similar a uma estrutura metálica em forma de gaiola. O sistema steel frame literal, com seções grandes de colunas e vigas, pode ser usado para erguer arranha céus.


No Brasil, quando alguém comenta que vai construir com sistema steel frame, geralmente está falando do light steel frame, o LSF (estrutura de aço leve, na sigla em inglês). O principio é o mesmo do steel frame, mas com perfis muito mais delgados, leves e fáceis de trabalhar, com aspecto bastante parecido com o sistema de fechamento drywall, que pode ser considerado uma espécie de sistema-irmão. O LSF é composto por perfis leves de aço galvanizado dobrados a frio. Esses perfis são unidos de forma a criar a “gaiola”, ou seja, o frame, que pode ser estrutural ou não, dependendo do projeto.  Uma vez montada a estrutura com o steel frame (que, por ser um sistema industrializado, é realizada por empresas especializadas e tende a ser surpreendentemente rápida), uma série de componentes é anexada, como o mencionado drywall, placas ou mantas de material de isolamento térmico e acústico, impermeabilização, telhado e etc. Além desses sistemas, que tendem a ser muito mais racionalizados, se utilizam os outros, comuns de uma construção, como hidráulica, elétrica, caixilharia, etc.  O sistema LSF usualmente tem como limite o número de sete ou oito pavimentos de altura, tornando-se a partir daí, impraticável e voltando a ser um sistema steel frame, com perfis mais pesados, e concepção similar à de uma estrutura metálica robusta.



Além da velocidade de execução (uma das maiores vantagens do sistema), é importante considerar que todos os materiais e componentes a serem aplicados quando se opta pelo LSF tendem a ser industrializados (e já existem opções integralmente feitas no Brasil) e, portanto, mais racionais e ecológicas. Existe, com o uso desse sistema, uma enorme diminuição no entulho e desperdício gerados em obra em comparação ao convencional utilizado no Brasil, que emprega alvenaria e estrutura de concreto, o que também é um aspecto adequado. O LSF é bastante versátil e interessante. Provavelmente irá se espalhar com crescente força nos próximos anos pelo país, se o boom da construção civil continuar. O problema de aceitação do sistema pelo cliente final consiste apenas em questões culturais, como, por exemplo, o desejo de ter uma parede de “tijolinhos sólidos”, muito comum no interior de São Paulo. Se pensado desde o principio do projeto, o light steel frame é capaz de realizar obras com custo razoável e execução rápida, sem qualquer prejuízo de qualidade ou arquitetura.

23 de set. de 2011

Maison et Objet, feira de decoração parisiense, lança a Paris Design Week.

Organizada duas vezes por ano, a feira Maison et Objet é um dos maiores eventos europeus dedicados à decoração. Fechada para o público, ocupa as instalações do Paris-Nord Villepinte Exhibition Centre, em Paris e reúne expositores de móveis, acessórios e complementos decorativos para a casa, atendendo variadas necessidades e estilos. A primeira edição da feira em 2011 aconteceu entre os dias 21 e 25 de janeiro e contou com 85 mil visitantes. Nesta segunda edição, a mostra contou com o lançamento da Paris Design Week, que acontece de 12  a 18 de setembro, e prolonga as possibilidades de negócios e troca de ideias entre designers e a cadeia industrial.

 Veja alguns produtos da Maison et Objet.

 Da designer Celia Nkala para o Perception Park, os castiçais em formato de vértebras são feitos de porcelana esmaltada. Ao serem empilhados, formam a coluna vertebral

 Linha de vasos denominada Ahhh, do designer holandês Frank Willems

A cadeira Shibui tem desenho do arquiteto brasileiro Marcelo Ferraz (da marcenaria Baraúna) para a francesa LdeO&Co

O sofá de três lugares Coogeem, da francesa Sentou, tem estofamento revestido com tecido feito de algodão e poliéster. As pernas são de madeira

A luminária Coral Reef Light, da QisDesign, trabalha com LED e possui uma plataforma ajustável de iluminação. É ativada por um toque no dimmer instalado no pé

O aparador "puro sangue" Élisée, do designer Benoît Convers, tem o contorno do corpo de um cavalo. Existe em vermelho e em branco e é feito com laminado de alta pressão pela Ibride

Assinada pela designer Elisabeth Hertzfeld, a Floor Color Light é uma mesa com luz embutida. Da Remake Design
 Luminária de mesa desenhada pelo arquiteto Jean Philippe Nuel para a fabricante de produtos de luxo Art et Floritute

A cadeira MoonLounger é desenho de Gerd Couckhuyt para a belga Wildspirit. Com estrutura de madeira e estofados revestidos de couro, chama atenção pelo desenho hexagonal do suporte posterior 

 O conjunto Voila de recipientes para cozinha feitos de resina tem uma leve inclinação e é obra dos alemães do escritório Formjord

Da fabricante de luminárias Blackbody, luminárias de mesa da linha Smart OLED

22 de set. de 2011

Castelo medieval 'grafitado' quer manter obras de brasileiros.

O proprietário de um castelo medieval na Escócia entrou formalmente com um pedido para preservar os grafites de artistas brasileiros contemporâneos que recobrem a sua fachada desde 2007. Com suas cores fortes, o castelo de Kelburn virou uma atração turística diferente desde que Nina Pandolfo, Nunca e a dupla Os Gêmeos passaram seis semanas trabalhando intensamente para cobrir as suas paredes externas de desenhos. Como o castelo data do século 13, qualquer modificação no seu interior ou exterior precisa ser aprovada pelas autoridades de preservação do patrimônio histórico. Na época, o órgão responsável deu o sinal verde para a obra baseando-se no argumento de que seria uma solução temporária para substituir uma camada de concreto que precisava ser removida. Porém, o dono do castelo, o conde de Glasgow, diz que quer manter os grafites e entrou com um pedido junto às autoridades para tornar a pintura uma característica permanente do local. Para o conde, os grafites têm caráter "único", e seria "uma pena" removê-los. Na sua opinião, os artistas se dão bastante liberdade e são muito criativos. Recentemente, a obra dos brasileiros foi considerada um dos dez melhores exemplos de arte de rua do mundo.


5 de ago. de 2011

Brunete Fraccaroli imprime estilo do proprietário em apartamento de 600 m² .

Amaury Jr. e Brunete Fraccaroli são amigos de longa data, tanto que a arquiteta já executou diversos projetos residenciais e comerciais para o apresentador, além de homenageá-lo em ambientes criados para mostras de decoração. Como não poderia deixar de ser, ela assina também a nova residência dele.
 Totalmente simétrica, a sala de estar sintetiza o estilo moderno do apartamento 
 Molduras nos vãos das portas, rodatetos e colunas conferem o desenho clássico ao estar. Em linhas retas e cores neutras, os móveis da Atrium proporcionam aconchego. Como contraponto, dois pufes cor de laranja compõem com o tapete da Santa Mônica, idealizado pela arquiteta no mesmo tom de laranja conforme solicitação de Amaury Jr. Ao centro, a mesa envidraçada reflete luz. Nas aberturas, a persiana da Luxaflex filtra os raios solares e permite a realização de sessões de vídeo
 Na galeria, a nobreza do mármore destaca-se em confronto com o piso de madeira em tom avermelhado
Sobre a mesa de centro, objetos da Tânia Bulhões que se destacam sob a luz da luminária da 5ª Estação
 Ampla, a área de estar recebeu poucas peças de forma a enfatizar o desenho do projeto. Na foto, é possível ver que o pé-direito da galeria foi reduzido pelo forro 
 Integrado ao estar, o ambiente de jantar tem mobiliário em preto e branco. A cor vem do intenso vermelho da tela
 O projeto previu revestimento de espelho tonalizado de laranja (com película Saflex, da Santa Marina Vitrage by Penha Vidros), que ressalta o frontão de mármore de Carrara da lareira. As cadeiras futuristas da Brentwood demarcam o uso da TV de plasma fixa no painel. Para completar com conforto, o tapete que remete à pele de um urso macio bem à frente
 Em tons de cinza e grafite, o quarto do casal foi personalizado com a foto impressa pela Tergoprint. Ao lado da cama, duas mesas da House Garden; no pé, banquetas da Artefacto. Aqui, a cortina esvoaçante embutida no forro traz aconchego e proteção 
 Na marcenaria do armário, um nicho em curva abriga o monitor de TV
A impressão da Tergoprint enfatiza a intimidade do espaço compartilhado pelo casal  
No closet, muitos armários fechados por portas espelhadas que propiciam a visão a partir de qualquer ângulo. O pufe, no centro, serve de apoio e completa a ambientação
O lavabo tem design clássico com chanfro arredondado no tampo de mármore de Carrara. Os metais com linhas mais retro são da Deca 
No terraço, as mesmas poltronas futuristas da Brentwood compõem áreas de estar. Ao fundo, uma mesa com cadeiras do modelo Tulipa criam um canto de refeições  

Todo branca, a varanda com piso protegido pelo tapete peludo da Santa Mônica abre-se para a cidade 
O living se relaciona à sala de TV pelo vão e também pela cor laranja, a preferida de Amaury, sempre combinada com o branco  

O living se relaciona à sala de TV pelo vão e também pela cor laranja, a preferida de Amaury, sempre combinada com o branco
No jantar, a mesa preta e branca de vidro chodopack (método que colore o material diretamente na massa) foi projetada pela arquiteta Brunete Fraccarol e executada pela Penha Vidros. O uso de tons vermelhos conferem cor e contraste ao ambiente  

Na sala de TV, o vão deixado entre a parede e a janela foi ocupado com uma estante/bar

Com 600 m², o apartamento tem quatro suítes e ampla área social, onde algumas paredes foram substituídas por painéis de vidro para favorecer a integração entre os espaços

3 de ago. de 2011

Sobriedade dos acabamentos destaca coleção de arte e peças de design

Inspirado no estilo do edifício, de concreto aparente e linhas modernistas, o designer Francisco Cálio idealizou o projeto do apartamento de uma galerista, seu marido jornalista e o filho adolescente. Com ares sixties, os interiores receberam acabamentos neutros para destacar a coleção de arte dela.

Cortinas do tipo rolon protegem as amplas janelas, emolduram as obras de arte, e contrastam com as tábuas de madeira de demolição aplicadas no piso. Irregulares, as tábuas foram alinhadas e aparafusadas sobre barrotes instalados na laje, de forma a criar uma composição harmônica
No hall do lavabo, parte da parede ficou aparente em concreto e parte recebeu revestimento de espelho da Guardian. Destaque para a luminária de alumínio com lâmpadas incandescentes, anos 60, garimpada no Antiquário Varuzza

 Este é um retrato do lavabo atual. Ele participa do contexto do restante do apartamento. A parede espelhada, presente em outros ambientes, dá a sensação de amplitude e intensifica a luz. A cuba da Vallvé e os metais cromados da linha Spin, da Deca, recebem os convidados com o mesmo requinte que o living

 Premiado, este lavabo destaca-se pelo aproveitamento do espaço. Nichos moldados em concreto entre a coluna e a parede abrigam papel, toalhas, revistas, perfumes e outros acessórios. Repare na iluminação que vem de baixo: ela ressalta a volumetria do vaso sanitário, da linha Link da Deca, e dá mais intimidade ao local

 Cálio trabalhou o perímetro do living, que é estreito, para ganhar espaço no centro. Observe o vão deixado entre as poltronas e o móvel multiuso, idealizado pelo designer, que permite o acesso a livros, revistas, objetos de artes e coleções. Repare no nicho criado no teto, em frente à cortina. Ele acomoda lâmpadas fluorescentes amarelas, fornecendo uma iluminação indireta e aconchegante

 Para neutralizar o ambiente e disfarçar o metalizado da esquadria que não podia ser pintada, o móvel de madeira executado pela Madefran foi laqueado na cor concreto. Serve de prateleira e de armário, atendendo diversos usos 

 Nesse canto do living, a estrela é o óleo sobre tela de Nuno Ramos. A mesa desenhada por Cálio, em carvalho americano, além de livros e revistas, acomoda a luminária Mickey, de Fernando Nakazaka, um dos designers prediletos da proprietária 

Este é um dos cantos mais vintages da casa, onde o destaque fica por conta a poltrona Alta, com banco em aço e couro, idealizados em 1971 por Oscar Niemeyer e sua filha Anna Maria. Ela compõe com a mesa lateral de madeira laqueada de Fernaando Nakazaka, com o cinzeiro de pé e a gravura, assinada pelo artista plástico Jose Luis Anzizar 

Neste lado do living destacam-se as peças pertencentes à galerista e o pufe Cappri, da Micasa, que foi revestido com couro naval, material super durável e ecológico, especificado no projeto de interiores. Na cor grafite, conforme as tonalidades da proposta

O tecido super colorido da Missoni, trazido da Itália pela dona da casa para revestir o sofá, contrapõe-se às cores neutras do projeto. O veludo de alfaiataria roxo das poltronas, a resina amarela das mesinhas (releitura da consagrada peça de Eero Saarinen feita pela Micasa), e os tons de azul do díptico de Luiz Roberto também se destacam diante da neutralidade do ambiente. A área de estar é delimitada pelo confortável tapete de náilon 45 mm  

Localizada na quina da planta, a sala de estar é beneficiada pela abundancia de luz natural proveniente das grandes e numerosas janelas 

 A mesa de aço inox e vidro fumê de Guilherme Torres (para Micasa), e as cadeiras da Magis desenhadas pelo alemão Konstantin Grcic formam a área de jantar. Sobre ela, o pendente metálico, desenho de Cálio para Bertolucci 

As formas arredondadas da arquitetura são quebradas pele desenho gráfico da marcenaria  

Para dar amplitude à sala de jantar, a parede foi revestida de espelho. Nesse canto, o recurso do móvel multiuso para apoiar obras de arte e guardar louça. Tela de Heloisa Pires Ferreira

O home theater hiper enxuto é uma mostra do que a tecnologia atual possibilita. A TV fixada na parede e o móvel de madeira feito sob medida que abriga os equipamentos ocupam um pequeno espaço. Nessa área, Cálio previu o trilho com iluminação focada nas obras de arte e nos aparelhos
 
A marcenaria sob medida que percorre de ponta a ponta a parede da janela racionaliza o espaço sem interferir no design 

Ao fundo, com as cortinas recolhidas, a paisagem paulistana é emoldurada pelas esquadrias arredondadas. Em primeiro plano a poltrona Alta, com banco em aço e couro, criada em 1971 por Oscar Niemeyer e sua filha Anna Maria  

No projeto de Cálio, a integração dos espaços acontece por meio das cores e materiais 

No home office, cadeira e luminária bola de Fernando Nakazaka e tela de Genoveva Fernandez  

Em carvalho americano, a mesa desenhada por Cálio foi executada pela Marcenaria Madefran 

 Sobre o bar composto pelas bandejas de prata herdadas da família, luminária Tolomeu da La Lampe 

 O quarto de casal foi pontuado com a cor rosa, conforme solicitação da proprietária. O pedido foi atendido com os seminus "Papoulas", de Junia Neiva, além da manta e da almofada dessa cor, confeccionadas com tecido da Gucci. O espelho sobre a cabeceira de carvalho americano foi especificado para refletir as outras obras presentes no quarto